quinta-feira, 30 de julho de 2009

Vigiem e orem (Max Lucado)

Fonte: http://www.irmaos.com/artigos/?id=2912

"Vigiem e orem para que não caiam em tentação". Marcos 14:38

“Vigiem”. Impossível ser mais prático do que isso. Vigiem. Estejam alerta. Mantenham seus olhos abertos. Quando vocês virem o pecado chegando, corram. Quando vocês previrem um encontro desagradável, virem. Quando vocês perceberem a tentação, vão para a outra direção.

Tudo o que Jesus está dizendo é, “Prestem atenção”. Vocês conhecem suas fraquezas. Vocês também conhecem as situações nas quais suas fraquezas são mais vulneráveis. Fiquem fora dessas situações. Bancos traseiros. Altas horas. Cinemas. O que quer que seja que dê a Satanás uma base de operações em sua vida, fique longe dela. Estejam atentos!

“Orem”. Orar não é falar algo novo para Deus. Não há pecador ou santo que o surpreenda. O que a oração faz é convidar Deus para andar conosco nas veredas sombrias da vida. Orar é pedir para Deus vigiar adiante por árvores que caem e por pedregulhos que desabam e para ficar na retaguarda, escoltando-nos contra os dardos venenosos do diabo.


Notas:

Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida
Texto original extraído do site www.maxlucado.com

Não Quero mais ser Evangélico (por Ariovaldo Ramos)

Não Quero Mais Ser Evangélico!

Por Ariovaldo Ramos

"Irmãos, uni-vos! Pastores evangélicos criam sindicato e cobram direitos trabalhistas das Igrejas". Esse, o título da matéria, chocante, publicada pela revista Veja de 9 de junho de 1999 anunciando formação do "Sindicato dos Pastores Evangélicos no Brasil".

Foi a gota d'água! Ao ler a matéria acima finalmente me dei conta de que o termo "evangélico" perdeu, por completo, seu conteúdo original. Ser evangélico, pelo menos no Brasil, não significa mais ser praticante e pregador do Evangelho (Boas Novas) de Jesus Cristo, mas, a condição de membro de um segmento do Cristianismo, com cada vez menor relacionamento histórico com a Reforma Protestante - o segmento mais complicado, controverso, dividido e contraditório do Cristianismo. O significado de ser pastor evangélico, então, é melhor nem falar, para não incorrer no risco de ser grosseiro.

Não quero mais ser evangélico! Quero voltar para Jesus Cristo, para a boa notícia que Ele é e ensinou. Voltemos a ser adoradores do Pai porque, segundo Jesus, são estes os que o Pai procura e, não, por mão de obra especializada ou por "profissionais da fé".

Voltemos à consciência de que o Caminho, a Verdade e a Vida é uma Pessoa e não um corpo de doutrinas e/ou tradições, nascidas da tentativa de dissecarmos Deus; de que, estar no caminho, conhecer a verdade e desfrutar a vida é relacionar-se intensamente com essa Pessoa: Jesus de Nazaré, o Cristo, o Filho do Deus vivo. Quero os dogmas que nascem desse encontro: uma leitura bíblica que nos faça ver Jesus Cristo e não uma leitura bibliólatra. Não quero a espiritualidade que se sustenta em prodígios, no mínimo discutíveis, e sim, a que se manifesta no caráter.

Chega dessa "diabose"! Voltemos à graça, à centralidade da cruz, onde tudo foi consumado. Voltemos à consciência de que fomos achados por Ele, que começou em cada filho Seu algo que vai completar: voltemos às orações e jejuns, não como fruto de obrigação ou moeda de troca, mas, como namoro apaixonado com o Ser amado da alma resgatada.

Voltemos ao amor, à convicção de que ser cristão é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos: voltemos aos irmãos, não como membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima, mas, como membros do corpo de Cristo. Quero relacionar-me com eles como as crianças relacionam-se com os que as alimentam - em profundo amor e senso de dependência: quero voltar a ser guardião de meu irmão e não seu juiz. Voltemos ao amor que agasalha no frio, assiste na dor, dessedenta na sede, alimenta na fome, que reparte, que não usa o pronome "meu", mas, o pronome "nosso".

Para que os títulos: "pastor", "reverendo", "bispo", "apóstolo", o que eles significam, se todos são sacerdotes? Quero voltar a ser leigo! Para que o clericalismo? Voltemos, ao sermos servos uns dos outros aos dons do corpo que correm soltos e dão o tom litúrgico da reunião dos santos; ao, "onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu lá estarei" de Mateus 18.20. Que o culto seja do povo e não dos dirigentes - chega de show!

Voltemos aos presbíteros e diáconos, não como títulos, mas, como função: os que, sob unção da igreja local, cuidam da ministração da Palavra, da vida de oração da comunidade e para que ninguém tenha necessidade, seja material, espiritual ou social. Chega de ministérios megalômanos onde o povo de Deus é mão de obra ou massa de manobra!

Para que os templos, o institucionalismo, o denominacionalismo? Voltemos às catacumbas, à igreja local. Por que o pulpitocentrismo? Voltemos ao "instruí-vos uns aos outros" (Cl 3. 16).

Por que a pressão pelo crescimento? Jesus Cristo não nos ordenou a sermos uma Igreja que cresce, mas, uma Igreja que aparece: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. "(Mt 5.16). Vamos anunciar com nossa vida, serviço e palavras "todo o Evangelho ao homem... a todos os homens". Deixemos o crescimento para o Espírito Santo que "acrescenta dia a dia os que haverão de ser salvos", sem adulterar a mensagem.

Não dê bobeira no palácio...

(Texto-base em II Samuel 8: 1-6 e 11: 1-4)


Eu costumava me perguntar como é que o ser humano pode ser tão frágil frente ao que se lhe apresenta no decorrer de sua vida com Cristo.

Pessoas sinceras, tementes a Deus, abençoadas... Que, infelizmente, caem, fracassam, são derrotadas!

Por quê?

Seria mais fácil explicar isso colocando a culpa das nossas derrotas na pessoa de Satanás. O “evangelho” pregado hoje, centralizado no ego humano, ególatra e desprovido do caráter bíblico leva as pessoas a pensar assim.

Dizer: “O diabo me enganou / cegou / iludiu... e eu caí” (como fez Eva ao ser confrontada por seu pecado, juntamente com Adão). Assim é mais fácil... Mas será conveniente? Será sincero ter tal postura perante Aquele que afirma:

Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração e provo os rins; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações. (Jeremias 17: 10)

Não vou dizer que o Diabo não tenha sua parcela de culpa em relação aos pecados do homem. Porém, a responsabilidade é pessoal (cf. Ezequiel 18).

Deus me ensinou, há bem pouco tempo atrás, um dos motivos que nos leva a ser engodados por nossas próprias concupiscências.

Vamos analisar alguns fatos ocorridos na vida de um dos servos de Deus mais divulgados da Bíblia: o salmista / rei Davi.

O homem segundo o coração de Deus (I Samuel 13: 14)!

Vemos a beleza do seu comportamento, enquanto pastor das ovelhas de seu pai Jessé, enquanto servo de Deus que não aceita a afronta do guerreiro pagão Golias a Israel, enquanto funcionário do rei Saul e, mais tarde, perseguido por este. Vemos a beleza de suas composições no livro dos Salmos. E, segundo os meus devaneios (todo músico devaneia!), as melodias dos hinos de Davi deviam ser o “máximo”. Ah, se naquela época existisse o sistema de partituras atual...

Brincadeiras à parte, este é o Davi que o mundo judaico / cristão conhece.

Distribuo aqui, em forma de tópicos, apenas algumas das maravilhas de Deus na vida do salmista Davi. Os capítulos citados são do Segundo Livro de Samuel.

ü Capítulo 2: Davi é aclamado rei de Judá.

ü Capítulo 5: Davi é constituído rei de Israel, com apenas 30 anos de idade.

ü Capítulo 6: Davi traz a arca do Senhor de Obede-Edom para Jerusalém.

ü Capítulo 7: Deus lhe promete que um de seus filhos será rei em Israel e edificará o Templo (Salomão).

ü Capítulo 8: Davi guerreia e vence vários países.

ü Capítulo 9: Davi encontra Mefibosete, filho de Jônatas, seu melhor amigo.

ü Capítulo 10: Mais vitórias sobre mais nações.

Peguei apenas uma parte da trajetória maravilhosa do homem de Deus, que, estranhamente, é interrompida por grandes tragédias.

ü Capítulo 11: Davi comete um adultério e um homicídio.

Opa! Mas esse aí é o homem segundo o coração de Deus, o grande salmista!

O que levou ele a sair da Presença de Deus de forma tão grotesca?

Leia comigo o início do Capítulo 11:

E aconteceu que, tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem à guerra, enviou Davi a Joabe, e com ele os seus servos, e a todo o Israel; e eles destruíram os filhos de Amom, e cercaram a Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém. E aconteceu que numa tarde Davi se levantou do seu leito, e andava passeando no terraço da casa real, e viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista. (vv. 1-2) [grifo meu]

O grande guerreiro Davi achou por bem não ir à luta e “descansar”!

Ou seja: os grandes pecados cometidos por ele foram motivados por um, o qual nós não percebemos – a Acomodação.

A acomodação, ou o comodismo, ou ainda, a sensação de que nada há mais para ser feito.

O rei Davi (creio eu) pensa: bem, é hora de ficar um pouco no palácio, afinal, já lutei demais por estes dias. Já ganhei diversas vitórias, portanto posso enviar Joabe para comandar o exército em meu lugar.

O rei Davi, então, fica, enquanto o exército vai – sendo que a Bíblia diz que era o tempo em que os reis saíam para guerrear. Davi está se omitindo de uma responsabilidade toda sua...

Ele fica totalmente ocioso – vemos que, naquela tarde fatídica, ele esteve deitado no leito – e resolve passear em seu terraço. Dali, vê uma mulher tomando banho, e a deseja. Mas, antes de você julgá-lo por sua lascívia, analise seu comodismo. Ou, em um português mais direto, sua falta-do-que-fazer!

Davi fica desocupado, curtindo preguiça, enquanto o exército está lutando no lugar dele. Sua mente está ociosa. Já dizia o velho ditado: mente vazia, oficina de Satanás.

Daí vem o restante da história. Ele, o homem segundo o coração de Deus, não quis saber se a mulher era casada e ignorou o fato de ela ser esposa de um de seus valentes, o pobre heteu Urias. Mandou simplesmente tomá-la – como se fosse um objeto qualquer (em minha opinião, isso equivale a um estupro) – fez o que sua mente preguiçosa quis, e mandou-a de volta para casa!

Pare e pense:

Tudo isso causado por uma tarde de “descanso”. Ah, que maldito descanso, em que muitos estão se atirando!

Quantos cristãos, sinceros, ao aceitar Jesus como Salvador, são guerreiros – orando, jejuando, se santificando, lendo a Palavra, pregando o Evangelho... Mas, ao passar dos anos, o comodismo – a sensação de que já se fez muito – os vence, e eis uma geração de crentes que “param para descansar”.

Mas a Bíblia tem algo a dizer sobre os acomodados:

Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios. (Efésios 5: 14-15)

Davi, infelizmente, colheu trágicas conseqüências de seus atos. Veja o que o Senhor sentencia, através do profeta Natã (II Samuel 12:10): “Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa (...)”. A partir daí, se segue uma relação de crimes e assassinatos entre os filhos do rei, até mesmo depois de sua morte (I Reis 2). Isso porque Davi quis descansar por breve tempo...

E quantos de nossos irmãos não estão “estacionados” há anos?

Quando me refiro ao descansar, não me refiro a atividades religiosas. Me refiro ao estar com Deus, na presença de Deus, trilhando os caminhos que Deus nos proporciona, através da Palavra.

Há muitos que se atiram às atividades na igreja, deixando de lado a família e coisas mais, e (pasmem!) colocando seu relacionamento com Deus em segundo plano!

Desperta, tu que dormes entre os mortos! Ainda há tempo, se você estiver vivo. Voltemos às primeiras obras, à primeira comunhão com o Senhor.

Davi alcançou a misericórdia de Deus, ao ser sincero – admitir seu pecado e se humilhar. Apesar de ter recebido as duras conseqüências dos seus pecados, veja o que Deus lhe diz:

Então disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR perdoou o teu pecado; não morrerás. Todavia, porquanto com este feito deste lugar sobremaneira a que os inimigos do SENHOR blasfemem, também o filho que te nasceu certamente morrerá. (II Samuel 12: 13-14)

O arrependimento sincero é algo que traz a Deus a disposição de dar uma nova chance para um recomeço.

E Davi ilustra, em um dos seus salmos mais belos, a situação terrível que o pecado traz, juntamente com a maravilhosa experiência de perdão vinda de Deus. Este é o Salmo 51, só totalmente compreendido por alguém que tenha vivido algo parecido.

Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus. (v. 17)

Para não me alongar muito, deixo aqui uma mensagem de Jesus, que serve de alerta, tanto para mim, como para você, amado leitor.

Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. (Apocalipse 3: 19-20)

Soli Deo Gloria!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Obrigada, Deus, pelo meu noivo





Glória a Deus!

Eu louvo a Deus, porque Ele tem cumprido Suas promessas em minha vida.
E uma das promessas se chama: MURILO!
Tenho que usar as palavras de dois grandes compositores da música evangélica brasileira: Fernanda Brum e Emerson Pinheiro.

Eles cantam...


Amada minha, meu coração arde por ti
E me faz tão bem ouvir o som da tua voz
Te amo, amada minha
Amada minha, te espero em nosso jardim
Meu coração quer atrair o teu a mim
Te amo, amada minha

O amor é como o fogo, arde como o sol
As águas não poderão afogar
O meu amor não se apagará
O amor é como o fogo, arde como o sol
As águas não poderão afogar
O meu amor não se apagará
Amado meu, roubaste o meu coração
Com o teu olhar agora eu sou pra sempre teu
Te amo, amado meu
Amado meu, te espero em nosso jardim
Meu coração quer atrair o teu a mim
Te amo, amado meu


Eclesiastes 4 v. 12